É Melhor Previnir do que Remediar
É melhor prevenir do que remediar
Estamos vivendo em uma era de muita ansiedade, o que vem provocando uma forte inversão de valores morais e cívicos. Os jovens dessa nossa geração não possuem o costume de tratarem seus pais pelo pronome “senhor”, nem mesmo as pessoas com mais idade. O normal é se referirem há alguém como: “você”, “cara” etc. Eles não respeitam os pais, os idosos, os deficientes, as crianças e, perdendo assim a referência do lar e o respeito ao próximo. O pior de tudo é que nós, pais, não estamos entendendo que o prejuízo dessas atitudes causarão grandes impactos negativos na sociedade, que em gerações futuras serão totalmente esquecidos.
Não vemos mais respeito para com a pátria ou para com os símbolos nacionais, com o pavilhão nacional, o nosso hino nacional, que não é mais cantado, nem “dublado” pelos nossos esportistas, quanto menos pela população. É são esses valores dos quais me refiro, como respeito, educação, honra e moral, que estão se extinguindo do nosso convívio e fazendo com que nossos jovens estejam cada vez mais longe dos princípios éticos e morais.
Hoje, estamos na era da normalidade, onde se tatuar é normal, encher o corpo de piercing é fashion, levar bebida alcoólica na escola é natural, incentivar brigas e formação de gangs é bacana, sair de balada e ficar fora de casa dois ou mais dias é ser independente, destratar e magoar os pais, também é permitido. Os princípios estão tão distorcidos que quando o noticiário mostra um filho que matou os pais, comentamos o assunto um ou dois dias e nem lembramos mais sobre o ocorrido e nem ao menos discutimos o fato com nossos amigos e filhos.
Particularmente, tenho orgulho da maneira “autoritária” pela qual fui criado. Hoje sei que meus pais só me reprimiam e me mantinham sobre regras duras, pois buscaram construir um ser humano do bem. Talvez, os pais “modernos” necessitam reciclar seus conceitos, pois a situação é tão grave que os filhos realizam barbaridades para chamar atenção da sociedade e da família.
E assim, com uma família distante, sem laços emocionais, desestruturada, onde é cada um por si e todos correm atrás do seu, fica ainda mais fácil a ação criminosa do traficante, pois dentro dessa sociedade normalista, estamos próximo de achar que usar droga é normal e faz parte da adolescência. O grande perigo em tudo isso é que, como o mundo evoluiu, as drogas também evoluem e a maconha da geração ripe, deu lugar para o crack, a cocaína, as drogas sintéticas, etc. Para esse tipo de droga, as sintéticas, faço uma ressalva, pois serão em um futuro muito breve, a destruição das famílias, tornando a maconha e cocaína peças de museu e histórias de pescador.
O motivo dessa trágica realidade? É que tais drogas são feitas em laboratório e seus efeitos são direcionados para cada público, ou seja, em breve teremos uma droga sintética para quem gosta de ficar isolado, uma para quem gosta de muita bagunça e diversão. E são essas drogas que destroem, sem piedade, o funcionamento do nosso sistema nervoso central, causando um nível de dependência elevadíssimo, dificultando a desintoxicação do usuário, que torna-se cada vez mais viciado.
Lamentável é saber que os pais e educadores, mesmo tendo consciência da problemática, ainda oferecem resistência ao tema e não querem se informar, não querem saber, não querem aprender e por conseqüência, não podem educar e informar seus filhos que vão procurar tais respostas na “rua”.
Por isso, o trabalho de prevenção e educação é primordial e não pode passar desapercebido pelos pais e educadores. Devemos aprender a praticar a prevenção, demonstrando o verdadeiro amor que sentimos pelos nossos filhos. E praticar esse amor, não é só saber as causas e efeitos das drogas, é também dar aos nossos filhos, carinho, um ombro, um ouvido, um abraço e muitos beijos; é também ensinar a ter respeito pelo próximo, a ter disciplina, a respeitar a hierarquia e as regras e leis.
Nessa GUERRA, estamos perdendo cada vez mais terreno, pois além da arma fortíssima que as drogas possuem, que é o prazer causado pelo uso e a dependência, agora, os traficantes estão usando a distância entre pais e filhos, levando os jovens a buscar consolo e conforto na rua, entrando assim, mais facilmente no mundo das drogas.
Amem seus filhos, valorize a prevenção e pratique o seu amor, pois prevenir é melhor do que remediar.


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